Os planetas visíveis a olho nu são relativamente fáceis de serem identificados; estão sempre nas vizinhanças da eclíptica, não cintilam, ao contrário das estrelas, e tem brilhos comparáveis as estrelas mais brilhantes.
Apresentaremos abaixo algumas características observacionais dos principais membros do sistema solar. O que podemos ver dependerá não só do instrumento mas também da posição relativa do astro (conjunção, oposição etc.). As fotos abaixo não estão em escala e podem não apresentar o aspecto real observado por pequenos instrumentos.
Clique aqui para ver os tamanhos aparentes dos planetas.
Clique aqui para conhecer um pouco sobre a mitologia do Sol, da Lua e dos Planetas.
Clique aqui para "eclipses e configurações planetárias"
|
No Sol as manchas são principal atração, apresentando com formas e tamanhos variáveis dia após dia. As manchas podem ser tão grandes como dezenas de planetas como o nosso ou tão pequenas que não são percebidas. De onze em onze anos o Sol passa por um período de grande atividade, quando o tamanho e o número de manchas aumenta. Em outras ocasiões elas praticamente desaparecem. O acompanhamento diário das manchas é uma atividade a que muitos amadores se dedicam. Mas ATENÇÃO só observe o Sol por meio de filtros específicos para este fim. |
|
A Lua é o astro mais observado pelos amantes da astronomia. Basta um pequeno telescópio para apreciarmos seus "mares" e crateras. Ao contrário do senso comum a Lua cheia não é adequada para observar a superfície da Lua; É no terminador (transição entre a parte clara e escura da Lua) que o relevo mais se destaca. Se o telescópio for muito "luminoso" será necessário usar filtros para observar confortavelmente nosso satélite. Veja no mapa da Lua as principais características de nosso satélite |
|
Mercúrio - Planeta visível a olho nu, mas só conseguimos observá-lo quando se encontra próximo a elongação máxima o que significa estar a uma distância angular entre 18 e 28 graus do Sol. Mesmo nessas condições mais favoráveis o planeta só é observado no horizonte leste, pouco antes do Sol nascer ou no horizonte oeste, pouco depois do Sol se por. Sendo um planeta com órbita interna a da Terra ele apresenta fases, mas são necessários telescópios com objetiva maiores que 60 mm e aumentos acima de 60 vezes para observá-las. |
|
Vênus - Devido a cobertura de nuvens muito reflexivas este é o planeta mais brilhante, em algumas ocasiões conseguimos observá-lo durante o dia, estas mesmas nuvens nos impedem de ver qualquer característica da superfície de Vênus. Sendo um planeta interno apresenta fases, facilmente observadas por telescópios modestos, algumas pessoas conseguem distinguir as fases com binóculos. Seu afastamento máximo do Sol (elongação) é de uns 47 graus, o que permite observá-lo por mais de 3 horas antes do nascer do Sol ou 3 horas após o por do Sol. |
|
Marte - A distância de Marte a Terra varia muito com isso seu brilho e a visualização dos detalhes de sua superfície também oscila na mesma proporção. Nas oposições mais favoráveis conseguimos, mesmo com telescópios de 150 ou 200 mm ver características impressionantes como a variação da área das calotas polares e tempestades de areia. Infelizmente essas oposições são relativamente raras. Facilmente identificável pela cor característica, não exatamente vermelho, mas alaranjado. Marte possui dois satélites: Fobos e Deimos mas sua observação exige telescópios potentes e técnicas específicas pois são muito pequenos e pouco luminosos. |
|
Júpiter - É observação telescópica de júpiter, mesmo quando empregados telescópios modestos, é bastante gratificante, conseguimos ver facilmente as 4 grandes luas galileanas, cujo posicionamento varia significativamente no decorrer de algumas horas, assim conseguimos acompanhar trânsitos, eclipses e ocultações das luas. Um telescópio com 100 mm de abertura permitirá ver detalhes do globo como o achatamento, as faixas equatoriais e a Grande Mancha Vermelha, com esta última conseguimos determinar a rotação do planeta. |
|
Saturno - A beleza dos anéis de Saturno é revelada se utilizamos instrumentos acima de 50 mm de abertura e aumentos superiores a 30 vezes. A divisão de Cassini, uma faixa escura que divide os anéis é revelada com instrumentos acima de 70 mm de abertura e umas 100 vezes. O Plano dos anéis parece oscilar em relação a Terra, desse modo há ocasiões que eles parecem desapacer, em outras épocas eles se mostram bastante inclinados o que facilita a observação. Saturno possui uma lua revelada por meio de binóculos, Titã, outras 5 ou 6 luas são visíveis através de pequenos instrumentos, mas não é fácil distinguí-las em meio a varias estrelas de brilho equivalente na vizinhança. |
|
Urano - Não é visível a olho nu, mas basta um binóculo para se apresentar um aspecto semelhante a uma estrela. Um telescópio de 100 mm e aumento de 100 vezes bastará para notarmos um pequeno disco azulado. Para localizarmos Urano será necessário um mapa celeste com estrelas tão débeis quanto o planeta. |
|
Netuno - Suas características observacionais são semelhantes ao do planeta Urano. Também é observado por meio de binóculos, mas é bem menos luminoso que Urano. É necessário telescópios maiores que 150 mm de abertura e aumento de 100 vezes para notarmos um pequeno disco ligeiramente esverdeado. Igualmente para sua localização será necessário um mapa detalhado. |
|
Plutão - Muito Pequeno e distante Plutão só é observado por meio de telescópios potentes e mesmo assim com o uso da fotografia astronômica. |
|
Cometas - Cometas brilhantes, acessíveis por pequenos instrumentos, passam um ou duas vezes por ano. Para acompanhá-los é necessário ter um mapa detalhado com sua trajetória dia a dia. Quando brilhantes seu aspecto enevoado o diferencia das estrelas. Os melhores instrumentos para observá-los são binóculos potentes ou telescópios de pouca ampliação, porque no caso dos cometas o contraste é mais importante que o aumento. Os cometas podem ser registrados de modo simples por meio da fotografia astronômica (veja link). |
|
Asteróides - Não asteróides não são alvos tradicionais dos que estão se iniciando na astronomia observacional. Muito embora alguns sejam brilhantes, mas mesmo assim nenhum é visível a olho nu. Com um binóculo podemos detectar uns cinco, já um telescópio médio revelará cerca de vinte. Aqui igualmente necessitamos de um mapa para identificarmos a posição e acompanharmos seu movimento. Se utilizarmos a fotografia astronômica com longo tempo de exposição o asteróide poderá deixar uma trilha, resultado de seu movimento durante a exposição, isso facilitará sua identificação. Hoje são conhecidos dezenas de milhares de asteróides. Entre os mais brilhantes estão: Ceres, Vesta, Juno, Palas, Astreia e Hebe. |
|
Meteoros - Os meteoros são fenômenos luminosos que ocorrem quando pequenos pedaços de rocha ou mesmo grãos de poeira interplanetária entram na atmosfera terrestre com grande velocidade (cerca de 50 quilômetros por hora) e desintegram-se total ou parcialmente. São fenômenos muito rápidos duram no máximo uns poucos segundos, em geral décimos de segundo. Seu aspecto se assemelha a estrelas se deslocando rapidamente no céu. O brilho é bastante variável; alguns chegam a ser visíveis durante o dia. Existem épocas em que a ocorrência é maior quando se dão as chuvas de meteoros (veja em efemérides). Essas chuvas são pelas radiantes direção (constelação) de onde os meteoros parecem se originar. A mais conhecida das chuvas de meteoros é Perseidas com cerca de 100 meteoros por hora. Os meteoros podem ser registrados de modo simples por meio da fotografia astronômica (veja link). |