Os quadrantes são
instrumentos antigos, usados por astrônomos e navegantes. Sua função principal
era determinar a altura angular dos astros e, com esta, a latitude do lugar.
Consistem basicamente de uma placa onde são inscritos os ângulos de 0 a
90°, um fio onde é amarrado um
pequeno peso e uma mira.
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Nesta atividade aprenderemos a construir um quadrante.
Para isso, usaremos a cópia impressa do gabarito. Este poderá ser colado em um pedaço de compensado
(cerca de 10mm de espessura) que, posteriormente, poderá ser cortado seguindo a
linha pontilhada. Após amarrar o peso no fio, faz-se um laço na outra
extremidade para fixá-lo no prego (ver desenho). Sobre o lado (90º), fixe um
pequeno tubo para servir de mira.
As medições serão mais precisas se o quadrante for preso a um tripé. No
gabarito está indicado o lugar onde poderá ser feito um furo para que um
parafuso de 1/4” fixe o quadrante ao tripé.
Para medir a altura angular de um astro ou outro objeto qualquer, aponte
o quadrante e veja o alvo através do tubo, colocando-o no centro (veja figura).
A altura angular será indicada pelo fio. As leituras do quadrante devem ser
feitas com o plano do quadrante na vertical, de modo que o fio não encoste na
escala, nem fique muito afastado.
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Atividade
1. Determinação da altura linear de um
poste.
Para isso, meça:
a) a distância (d) em metros entre a base
do poste e o local onde será feita a medição com o quadrante, utilizando uma
trena.
b) a distância (L) em metros entre o
quadrante e o chão.
c) a altura angular (H) do poste (com o
quadrante). Se o quadrante não estiver preso a um tripé, peça a alguém para
fazer a leitura da escala enquanto você aponta.
A altura, em metros do poste, é obtida por: (d tang H) +
L.
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Atividade
2. Determinação da latitude do lugar usando estrelas.
Sabendo-se a declinação (*) e a altura angular de uma estrela quando
atinge a culminação, pode-se determinar a latitude do
observador.
As estrelas, em seu movimento diurno, após surgirem no nascente, vão se
elevando até atingirem uma altura máxima, para depois começarem a abaixar em
direção ao poente. Quando a estrela atinge a altura máxima, diz-se que ela está
culminando. Isso ocorre no meridiano - plano na esfera celeste que passa
pelos pontos cardeais Norte e Sul, e pelo zênite do
observador.
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Vamos então observar periodicamente, de 15 em 15 minutos, uma estrela que
esteja próxima da culminação com o quadrante (instalado em um tripé), registrando o valor de sua altura (H).
Notaremos que a altura aumenta a cada medida e se estabiliza para depois cair
progressivamente. A nós interessa apenas o valor da altura
máxima.
Para ler a escala à noite, será necessário o auxílio de uma
lanterna.
A latitude do observador é dada por:
PHI = DELTA + Z, se a estrela estiver ao Sul do zênite
ou
PHI = -Z + DELTA, se a
estrela estiver ao Norte do zênite
Z = 90º -
H
Onde DELTA é a declinação da
estrela.
Apresentaremos abaixo uma
lista com as declinações de algumas estrelas brilhantes que você poderá usar
nesta atividade. Se houver necessidade de outras mais, consulte o Anuário do
Observatório Nacional.
Achernar = -57,2°
Aldebaran =
+16,5°
Alfa Centauri =
-60,8°
Alfa Crucis =
-63,1°
Antares = -26,4°
Arcturus
= +19,1°
Canopus
= -52,7°
Capella
= +45,9°
Rigel
= -08,2°
Spica = -11,2°
Sirius
= -16,7°
Vega
= +38,8°
(*) As coordenadas das
estrelas são a ascensão reta e a declinação. Estas são análogas às coordenadas
geográficas, longitude e latitude.
Atividade
3. Determinação da
latitude usando o Sol.
A medição da altura do Sol é
feita observando-se a sombra do prego projetada na escala, no momento em que ela
atingir o valor máximo. Para isso, ajuste o quadrante de modo que o fio de prumo
coincida com a marca de 0º.
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A hora em que isso ocorre
não é necessariamente às 12h, como se poderia pensar. Na verdade a hora da
culminação do Sol é variável ao longo do ano.
Como na atividade anterior,
Z = 90º - H.
Após consultar a tabela a seguir, veja qual é a declinação do Sol para
data mais próxima daquele dia. Ao contrário das coordenadas das estrelas que são
praticamente constantes, pelo menos para o nosso caso, as coordenadas do Sol se
modificam muito dia após dia. Além disso, valores mudam um pouquinho de ano para
ano para um determinado dia.
A tabela está resumida. Se
você achar conveniente, consulte uma tabela mais detalhada no site do
Observatório
Nacional.
| Mês | Dia | Declinação | Mês | Dia | Declinação | |
| Janeiro | 1 | -23,0º | Julho | 1 | 23,1º | |
| 10 | -22,0º | 10 | 22,2º | |||
| 20 | -20,2º | 20 | 20,7º | |||
| Fevereiro | 1 | -17,1º | Agosto | 1 | 18,0º | |
| 10 | -14,4º | 10 | 15,6º | |||
| 20 | -11,0º | 20 | 12,5º | |||
| Março | 1 | -7,6º | Setembro | 1 | 8,3º | |
| 10 | -4,2º | 10 | 5,0º | |||
| 20 | -0,2º | 20 | 1,1º | |||
| Abril | 1 | 4,5º | Outubro | 1 | -3,1º | |
| 10 | 7,9º | 10 | -7,0º | |||
| 20 | 11,5º | 20 | -10,3º | |||
| Maio | 1 | 15,0º | Novembro | 1 | -14,4º | |
| 10 | 17,6º | 10 | -17,1º | |||
| 20 | 20,0º | 20 | -19,7º | |||
| Junho | 1 | 22,0º | Dezembro | 1 | -21,8º | |
| 10 | 23,0º | 10 | -22,9º | |||
| 20 | 23,4º | 20 | -23,4º |
A distância zenital do Sol também pode ser obtida pela sombra de uma
haste fincada verticalmente:
onde S = comprimento da
sombra e h a altura da haste.
A latitude é obtida
por:
PHI = DELTA + Z, se a
estrela estiver ao Sul do zênite ou
PHI = -Z + DELTA, se a
estrela estiver ao Norte do zênite