Eclipses e configurações planetárias



Os eclípses

Os eclipses ocorrem quando um astro deixa de ser visível, total ou parcialmente, seja pela interposição de um outro astro entre ele e o observador (ex. eclipses solares), seja porque, não tendo luz própria, deixa de ser iluminado ao colocar-se no cone de sombra de outro astro (ex. eclipses lunares). Os eclipses do Sol só ocorrem na lua nova e os eclipses lunares só ocorrem com a lua cheia. Mas para ocorrência dos eclipses além dessas fases é necessária que a Lua esteja, nesse momento, cruzando a órbita da Terra em torno do Sol. Chamamos esse ponto de cruzamento de "nodo". Ocorrem em um ano entre 4 e 7 eclipses entre solares e lunares.


Os eclipses solares

Os eclípses solares ocorrem quando o Sol deixa de ser visível total ou parcialmente ao ser ocultado pela Lua. Quando oscentros dos discos do Sol e da Lua coincidem podemos ter eclipses totais ou anulares. Nos eclipses totais o diâmetro aparente da Lua é maior que o do Sol nos anulares o diâmtro aparente do Sol é maior que o da Lua. Isso acontece por que as órbitas da Lua em torno da Terra e da Terra em torno do Sol não serem perfeitamente circulares. A aparencia dos eclipses varia muito em função da posição do observador: de um local alguns podem estar vendo o eclipse total, outros a poucos quilômetros verão o mesmo eclipse parcialmente e outros ainda a algumas centenas de quilômetros ver o Sol não eclipsado. ATENÇÃO - A observação dos eclipses solares, quer com telescópios ou a olho nu, só pode ser feita com filtros especiais. Apenas nos momentos da totalidade os filtros devem ser retirados, para poderemos contemplar a coroa solar, o aspecto mais belo dos eclipses solares.






Eclipse anular de 10/08/1980 em Nioaque (MS). Fotos: Fernando Vieira e Rundsthen Vasques de Nader





Eclipse Total Solar de 11/7/91 em Formoso so Araguaia (TO). Foto: Fernando Vieira e Francisco Carneiro.



Eclipse Total Solar de 30/06/92. A 300 Km da costa do Rio e a 9.000 metros de altitude. O ponto brilhante na foto a direita é oplaneta Vênus. Fotos: Fernando Vieira.



Eclipse Total Solar de 03/11/94. Em Foz do Iguaçú (PR). Foto: Fernando Vieira.



Eclipse Anular Solar de 29/4/95 em Belém (PA). Fotos: Domingos Bulgarelli e Gladys Vieira.



Coroa Solar e Anel de Diamante - Eclipse Total Solar de 26/02/98 em Maracaibo (Venezuela). Fotos: Fernando Vieira e Jorge M. Santos Jr.





Os eclipses lunares




Os eclipses da Lua ocorrem quando a Lua é ocultada total ou parcialmente pema sombra da Terra. Ao contrário dos eclipses solares os lunares são visíveis de todo planeta, desde que a Lua esteja acima do horizonte. Na fase de totalidade a Lua não chega da desaparecer, ela adquire, em função da luz solar difundida na atmosfera terrestre uma cor avermelhada.






Eclipse Lunar de 16-17/08/89 no Rio de Janeiro. Fotos: Fernando Vieira





Configurações planetárias

Os planetas internos, Mercúrio e Vênus, nos pontos de maior aproximação (conjunção inferior) se apresentam na "fase cheia" e nos pontos de maior afastamento (conjunção superior) se apresentam na "fase nova". Em ambas posições a visibilidade é extremamente difícil por estarem esses planetas muito próximos angularmente do Sol. Em outras posições que não as conjunções eles se apresentam em fases: crescente ou minguante. Chamamos de elongação máxima quando o ângulo, visto da Terra entre o planeta e o Sol é máximo. para Mercúrio esse ângulo é de 28 graus e Vênus 46 graus. Em conjunções inferiores muito raras os planetas Mercúrio e Vênus passam exatamente na frente do Sol, dá-se a esse fenômeno o nome de trânsito.

Para os demais planetas chamados de exteriores: Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão os pontos de maior apromimação é alcançado quando eles estão em oposição (ao Sol), ou seja vistos da Terra a posição deste planeta faz um ângulo de 180 graus com o Sol; surgem no horizonte quando o Sol está se pondo, ficando visíveis durante toda noite. Quando estes planetas estão angularmente o mais próximos do Sol chamamos, como nos planetas inferiores, de conjunção.






Trânsito de Mercúrio de 7 de maio de 2003 fotografado na Sala de Observação Solar do Planetário do Rio. Mercúrio é o ponto negro no limbo a direita. Foto: Fernando Vieira, Jorge M. Santos Junior e Paulo C.Pereira.





"Alinhamentos", Conjunções e Ocultações

Os planetas...


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